Publicada em 22 de janeiro de 2024

De acordo com o indicador ABRAINC-FIPE (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias/Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), o mercado imobiliário brasileiro apresentou crescimento de 14,4% nas vendas de imóveis nos sete primeiros meses de 2023 em comparação ao mesmo período do ano anterior. O segmento de habitações populares liderou o crescimento, com alta de 18,3% e R$ 11,9 bilhões em transações. O segmento de Médio e Alto Padrão também apresentou bons resultados, com alta de 15,1% e R$ 10,7 bilhões em transações.
Esse crescimento pode ser atribuído a uma série de fatores, incluindo:
A retomada do programa MCMV (Minha Casa, Minha Vida), que oferece subsídios do governo federal para a compra de imóveis populares;
O aumento da renda da população, que permite que mais pessoas adquiram imóveis;
A redução da taxa básica de juros, que torna o financiamento imobiliário mais acessível;
O aumento da procura por imóveis como investimento, com o objetivo de valorização futura.
A retomada do programa Minha Casa, Minha Vida foi um dos fatores que impulsionou o crescimento do segmento popular. O programa oferece subsídios e condições especiais de financiamento para famílias de baixa renda, o que torna a compra de um imóvel mais acessível.
O interesse de compradores que desejam adquirir ativos imobiliários com a expectativa de valorização futura também contribuiu para o crescimento do mercado imobiliário. A alta da inflação e a incerteza econômica levaram muitos investidores a buscarem ativos que possam proteger seu patrimônio.
Além disso, o mercado de locações de apartamentos segue em alta, principalmente no Vale do Paraíba, o grande destaque é a cidade de Taubaté que possui a menor taxa de desocupação da região, proporcionando ao investidor patrimonial um excelente retorno sobre o investimento.
O presidente da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), Luiz França, avalia que os resultados positivos do mercado imobiliário mostram que o setor é protagonista na economia brasileira. “O setor segue consistente e os números comprovam isto. Temos solidez e o nosso horizonte é o de crescimento, geração e manutenção de empregos e investimentos”, defende França.
Fonte: G1
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